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segunda-feira, 5 de abril de 2010

O transtorno bipolar e o alcoolismo.

Meu final de semana apesar da bebedeira foi tranquilo.
Eu não tomei o remédio no sábado, e bebí sábado e domingo.
Voltei a tomar o remédio hoje a noite.
Não recomendo isso que eu fiz a ninguém,porque eu corrí o risco de ter complicações serias,alem de que o tratamento fica interrompido, e eu corri o risco de ter uma fase de depressão ou mania,de forma mais brusca.
Hoje eu fiquei com muita sonolência,cansaço,uma vontade de comer doce,dor no estômago e tontura,causado com certeza pela mistura da bebida com a medicação.
Vou expor alguns artigos sobre alcoolismo,porque muitos devem saber que os bipolares tem pré-disposição ao consumo exagerado de bebidas e drogas,muita vez o efeito do álcool age como um alivio nos sintomas maníacos ou depressivos,para aqueles que não tomam medicação e não fazem nenhum tipo de medicamento,e isso pode levar o sujeito ao vicio.
Em estados de mania quando eu não fazia tratamento bebia todos os dias,e só conseguia ir pra casa dormir quando tomava um porre; nas fases de depressão eu bebia mais dentro de casa,ficava escutando musica e chorando,e geralmente o estado alcoólico aliviava a dor da depressão.
Eu fui diagnosticado também como alcoolatra pela minha psiquiatra,porque a bebida já influenciava nas minhas tarefas do dia-a-dia,então vamos falar um pouco sobre o alcoolismo.

O alcoolismo acomete de 10% a 12% da população mundial e 11,2% dos brasileiros que vivem nas 107 maiores cidades do país.
A incidência de alcoolismo é maior entre os homens do que entre as mulheres.
A incidência do alcoolismo é maior entre os mais jovens, especialmente na faixa etária dos 18 aos 29 anos, reduzindo com a idade.
O álcool é responsável por cerca de 60% dos acidentes de trânsito e aparece em 70% dos laudos cadavéricos das mortes violentas.
O assunto foi tema da dissertação de mestrado de Giuliana, o primeiro trabalho brasileiro que analisou a associação entre a doença e algum tipo de transtorno por uso do álcool. Dos 85 bipolares que participaram da pesquisa - 41% em tratamento ambulatorial e 51% internados -, 22,4% apresentaram dependência ou abuso da bebida. O percentual é cinco vezes maior do que o da população geral.O estudo mostrou ainda que os homens são os mais atingidos: 36,8% têm algum transtorno por uso do álcool. Entre as mulheres, a taxa é de 18,2%.
A principal constatação de Giuliana, no entanto, está na relação entre os dois problemas. A bebida agrava o prognóstico e pode antecipar o início da doença. Ela observou também que os pacientes que apresentaram os dois tipos de transtorno - bipolar do humor e por uso do álcool - tiveram maior número de internações psiquiátricas ao longo da vida. "Em geral, os portadores que usam bebidas alcoólicas não seguem o tratamento corretamente. Além disso, o álcool anula o efeito do medicamento", esclarece.
Em conseqüência, ocorre o que os especialistas chamam de efeito de Kidling. Com o aumento do número de ocorrências não tratadas pode haver crises cada vez mais graves e freqüentes.
Então meu amigo minha amiga,se for bipolar não beba.